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segunda-feira, 30 de março de 2009

"A amizade é como uma fruta: se você BULIR nela, ela cai!"


Nunca gostei muito de biologia. Era uma matéria chata que envolvia muita nomenclatura; era um nome pra um cachorro, pra um tipo de borboleta, outro para uma espécie de papagaio...Vixe! Tanta coisa que eu nem lembro mais, o que confirma o meu total desinteresse por essas coisas. Mas, eis que algo me ocorreu por esses dias: a lembrança de uma historinha que ouvi quando ainda era uma pequena criança, de calças folgadas e cabelos despenteados, porém que nunca mais saiu dos meus pensamentos: era a historia de três amigos. Seus nomes? Epiraldo, Mesoli e Endostavo. Três vidas que o destino jamais ousaria separar.Pois é! Esses três se conheceram ainda crianças (caminhando para a adolescência, para ser mais exata!); é verdade que, no inicio, não morriam de amores uns pelos outros, mas o tempo (Ah! O tempo) os mostrou o contrário e logo se tornaram amigos inseparáveis a ponto de entregarem a vida pelo seu semelhante.Cresceram juntos e com eles o amor enraizado, firme, nunca na tangente, sempre na perpendicular; um amor assim como nunca houvera antes na terra. Coisa que nem filme explica.Amaram-se durante anos e, com isso, a intimidade começou a ser uma constante. Trocavam confidências, segredos que até hoje continuam segredos (o que nos dias de hoje não acontece!), choros, amarguras e até incertezas de um futuro que é incerto. Os dilemas juvenis, em toda a sua plenitude, tenha certeza, foram vivenciados assim como todos os meios implusivos também. Epi, Mes e End cresciam em meio a imensas alegrias, experiências únicas, gargalhadas, brincadeirass, etc. Todavia, o mundo pra eles não eram só flores. Eram pobres, sabiam todo o peso que isto representava na vida deles. Trabalhavam sempre, seja em casa, em firmas, dentro de supermercados ou provando o doce sabor de um picolé. Ativos eram os seus nomes de ordem e a ordem era a última coisa na vida deles.Vamos aos personagens.Epiraldo. O mais forte de todos. Chamavam-no de "casca". Era o mais "cabeça dura", sempre em alerta e apesar de não ser o mais velho entre os tais, assim se sentia. Achava-se o mais responsável, adorava uma boa briga se fosse por uma boa causa. Dificil era vê-lo triste... Gargalhada era o seu lema. No ramo afetivo, Epi dizia-se descrente no amor, "pegava geral" e gostava de contar aos amigos as suas façanhas amorosas sempre relevando os aspectos mais baixos daquelas. Vivia na superficie no que diz respeito ao modo de combate, pois sempre estava na frente dos amigos para defende-los porém se mantinha interiorizado naqueles em que tanto empenhava carinho, respeito e amor. Era o mais inteligente entre os seus amigos, porém sempre conservava-se humilde. Endostavo era o típico "amigo de fé, irmão camarada!"; era também o mais delicado, alma de mãe, ou seja, sempre cabe mais um no seu coração. Adorava fazer amizades e de "tirar onda" com a cara dos outros. Poeta de 1º grau, excelentíssimo em contornar as palavras ao seu modo poético. Dizia que sua amada um dia iria chegar, por isso não se apressava em namorar. Jogador de futebol? Atrevera-se certas vezes... queria ser o goleiro. Acho que é porque gostava de levar gols. Era muito esperto, não gostava muito de estudar, apesar de pegar as informações no "ar" o que o deixava na frente de Epi e Mes no quesito "esperteza". Adorava dar seus conselhos, mais do que sabidos e escutava como ninguém as lamúrias humanas dos seus amigos. Bom filho, bom tio, bom neto... Bótimo amigo!Mesoli era a única menina (na verdade, havia uma outra (mas essa eu conto em outro momento)) no meio dois dois belos rapazes. Era... Não sei muito falar sobre ela. Essa parte da história eu não me recordo direito... Bem, me parece que ela era legal, comunicativa, não gostava muito de reservar as mágoas que tinha, o que a fazia "extravasar" totalmente e... Não lembro, mas quando relembrar eu conto, juro!
O que aconteceu com eles?Você deve estar se perguntando agora.É que o destino os conduziu por caminhos opostos. Eles cresceram!Sofriam muito com isso mas sabiam que um dia isso iria ter que acontecer: virar adultos. Não tardou que se "esquecessem" uns dos outros. Telefonemas se tornavam cada vez mais raros, as lembranças ficavam apenas na lembrança e os dias se passavam cada vez mais rápidos com que na velocidade da luz. E por falar em luz...Esta um dia lutou em acender.O destino quis enfim ajudar e por acasos da vida, Epi, Mes e End se reencontraram.As árvores puderam testemunhar o amor ainda em ascensão, os becos da vida recordaram o que a alma não cansa em alarmar. Enfim sós: E.M.E. Três vidas, três corações e uma aventura.Beijinhos são só beijinhos, mas os abraços não são só abraços. Eles dizem mais.
As conversas foram postas em dia, as fotos puderam registrar os acontecimentos, mas só eles puderam saber, de fato, o que este reencontro representou.
Pra mim, não ficou muito clara a percepção de que a historinha que a tia nos contava se referia à estrutura dos frutos, de acordo com a botânica, mais um ramo chato da biologia. Uma coisa, contudo, ficou muito evidente na minha mente infanto-juvenil de calças de palhaço. E essa era apenas uma: que a função principal dos frutos eram proteger as sementes em desenvolvimento. Naquele momento pude entender que a semente era a AMIZADE.
As caracteristicas daqueles amigos me fizeram entender que todas corroboraram para um único propósito: proteger uns aos outros. E foi justamente essa proteção, esse amor que os uniu depois de tanto tempo.
Hoje, ao voltar para casa, ouvi um ilustre sr. dizer "A amizade é como uma fruta. Se você bulir nela, ela cai.
Pensei:
- É verdade!
Não se pode tocar num fruto, neste caso, numa fruta, de forma tão desprendida, desarticulada, porque elas protegem uma semente, uma dádiva maior de DEUS.
Pensei também que estes amigos por muitos anos e, pra falar a verdade, até hoje, foram e são os grandes moldes inspiradores da minha vida. Foram e são, de fato, meus grandes heróis.
Eles protegeram o que de mais tenho de valor: o meu eu.
Sou grata à minha tia da escola. E mais ainda aos meus amigos-frutos.
Pensei:
Eu bem podia ser a Mes...

quinta-feira, 19 de março de 2009

"Há tantas violetas velhas sem um colibri..."

Escutai-vos amigos o que vos digo:
é que a noite vai chegando...
Na verdade, caindo. Já molhei a testa de suor, verbalizei minha intelectualidade, exerci meu espírito de equipe, meu espiríto de coletividade. Mas, sinto que algo falta!
Talvez o encontro?
De almas.
"Detesto a superficialidade. Há pessoas que vão à superfície para obter oxigênio. Prefiro usar mecanismos e respirar no fundo da vida".
Sem dúvida, admira-me. Encanta-me. Enternece-me.
É um mortal.
Apenas um mortal que me inspira a ser quem realmente sou, que diz:
-Repense.
-E por quê?
- Porque amo você!
Um mortal que me ama, que me aceita, que me defende contra os predadores da vida e com a mesma força da luta, involuntariamente, abre as portas da minha felicidade: o seu sorriso.
Concordo com minha amiga Clarice Lispector quando afirma que somos apenas números; você, por exemplo é meu número 1.
Tah...
Talvez o 2, mas não mais que 3.
Penso que Freud pode explicar tudo isso. "Seus vinte anos de boy that's over baby"... E os meus?
Mas não vou gozar de nós apenas uma lingerie! Fique tranquilo!
Nossos laços são de família. Mas não a de Manoel Carlos!
Não há Leblon, não há traição. Não há problemática.
Nossos laços são eternos. O êxtase é total e amor/desejo formam o casal mais concomitante que pudemos re-criar em toda a história da humanidade..
Só queria que ele soubesse que eu também protesto a sua felicidade e que desejo que seus dias sejam, todos, "de luz e sedução; que sejam poemas divinos cheios de esplendor".
O sorriso dele prende, inebria, entontence, é verdade!
E já que não posso tê-lo eu fico só observando e imaginando...
"Eu fico imaginando"...
Ainda gostaria de dizer que apenas fazer parte do seu viver já me torna um alguém de valor e impulsiva ou não, o fato é que não consigo viver sem sua oratória virtual. Não sei estar sem a sua magnânima companhia, sem a sua maestria que antes de mais nada se dá no caráter.
Caros amigos:
Despi-me!
Despi-me de mim e o farei quantas vezes necessário.
Eh...
"Realmente viver ultrapassa todo o entendimento"... E hoje, ao constatar este fato me deparei com a verdade:
Nós já temos uma história!
O título?
"A hora da estrela".
Entretanto, diferentemente de Macabéia, a minha hora de estrela se deu a partir do momento que conheci alguém tão vital e singular como você!
Bem...
Apenas isso?
Que seja!
Afinal, "há tantas violetas velhas sem um colibri"...
:*
[Crônicas Impensadas. By Tali Mota]

terça-feira, 17 de março de 2009

Por que escrever?

Pergunto-me todos os dias o porque de escrever? O que leva uma pessoa a reservar horas do seu dia para se dedicar ao ato da escrita, transformar pensamentos em palavras, traduzir o que a mente pensa, o coracao sente, e o que o corpo deseja em: PALAVRAS.

Um texto a alguns requer muita atencao, a outros é coisa simples, apenas ater uma caneta na mao e papel em mesa. Para mim, escrever um bom texto, independente do que seja é uma arte.

Tao importante quanto fazer música, cinema ou teatro.

Escrever bem é simplesmente algo que nao faco tao bem quanto minha irma, que vai postar sempre que puder neste humilde blog!

Entao, enjoy it!
E se delicie com ideias inteligentes a serem disutidas neste blog!
Abraco
Laís.