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domingo, 27 de dezembro de 2009

A falta do ALGO MAIS

Música recomendada para a leitura do texto:
"I've got you under my skin"
Madrugada de domingo e, mais uma vez, ela estava só.
Deitada na cama, via da janela do seu quarto a lua cheia que despontava no céu e sentia a falta do ALGO MAIS... Do ALGO que ela apenas detia-se em sentir...
Debruçou lentamente sua cabeça no travesseiro e pensando na falta que sentia dele, dormiu.
O telefone tocou e ela, de sobressalto, atendeu.
- Alô?
Era a voz dele.
Ela tremia e perguntava a si mesma se deveria falar, sem o risco de dizer que não aguentava mais a falta dele e no quanto ela lhe dedicava AMOR.
- Alô?
...
- Alô?
- Alô. Disse num certo desconforto e ansiedade.
- Não fale nada. Eu pensei muito e vou dizer... É... É... Eu só queria dizer que TE AMO MUITO e gostaria muito de dizer isso pessoalmente. Por isso, (Ah! Nem sei como dizer isso!) posso passar ai pra falar com você?
Ela pensou em dizer NÃO. Mas, disse SIM!
Passaram a noite mais fantástica de suas vidas.
Jantaram, dançaram uma bela valsa embalada pela voz de Sinatra, tomaram vinho e brindaram uma união que, juraram, JAMAIS iria acabar.
Resolveram na cama todas as frustações e indignações que pendiam um contra o outro.
Ela o amou de um jeito único, sem reservas.
Ele, ainda mais que ela.
Lembraram dos tempos da juventude e do reencontro inesperado.
Ela dizia não acreditar na coincidência. Ele concordava.
- Como pudemos estar longe um do outro por tanto tempo? - Ela disse.
- Não me fale mais do passado. Esqueça tudo e viva apenas esse momento, que é irrepetível. Eu não deixei de amá-la nem por um segundo. Mas a vida tem disso e que bom que ela me trouxe você de volta.
Os olhos dela se encheram de lágrimas.
- Mas... E as crianças?
- Você se refere aos nossos filhos? Ora! Eles já estão casados e você não perde essa mania de chamá-los de crianças.
Ela riu.
Ele continuou. - Acho que vão gostar da ideia.
- Formaremos novamente uma família e nunca mais nós iremos nos separar.
- Se DEUS quiser. Amém!
E mais uma vez se amaram.
***
O despertador toca.
7h da manhã.
Ela boceja e sorridente olha pro lado.
E, frustadamente, entende que o sonho acabou.
Contos da sala de improvisar. By Tali Mota

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A TERRA DOS OLHOS TRANSPARENTES

Havia um lugar bem distante que se chamava: A TERRA DOS OLHOS TRANSPARENTES. Nesse lugar as pessoas eram muito unidas, sempre muito amáveis e isso era motivo de orgulho para a população local.
A TERRA DOS OLHOS TRANSPARENTES não só era admirada pelos habitantes locais mas também pelas cidades vizinhas por apresentar como estilo de vida harmonia, segurança e muita paz.
Você pode estar se perguntando o porquê do nome dessa região ser chamada de OLHOS TRANSPARENTES. Pois aqui vai uma resposta muito plausível: todos habitantes desta localidade possuiam os OLHOS TRANSPARENTES de modo que se podia ver pelo olhar a veracidade prestada por qualquer um em qualquer circunstância; se as pessoas mentissem ou executassem atos vergonhosos, imediatamente os olhos de transparentes começavam a adquirir cores e assim todos sabiam que algo estava errado.
Aos poucos a TERRA DOS OLHOS TRANSPARENTES foi sendo populada, tanto que chegou num ponto que não cabia mais de tantas pessoas. Com o aumento da população, cresceu também as pessoas que começaram a adquirir olhos de cores múltiplas. Não era motivo de desonra os olhos tomarem cores diferentes, afinal "somos seres humanos, passíveis de cometer erros; o importante é prestar a atenção pros olhos não ficarem muito negros. Se chegar nesse ponto, aí está um grande problema!" - era o que diziam os populares da região e isso, de fato, era verdade.
Acontece que a maldade foi-se espalhando pelo mundo, muitas guerras aconteceram, o planeta assistiu a massacres, atos de covardia e a população, em meio a isto tudo, misturou-se aos demais, tornando-se de olhos NEGROS, impuros.
Porém, UMA ESPERANÇA surge na terra. O nascimento de Cristo viria a renovar as esperanças dos habitantes da TERRA DOS OLHOS TRANSPARENTES. Sabendo da notícia, a população reuniu-se novamente e novos adeptos juntaram-se ao grupo.
O objetivo?
Uma terra mais harmoniosa, mais justa e dotada de valores como RESPEITO, UNIÃO, PAZ, AMOR, GENEROSIDADE, CORAGEM, FORÇA, dentre outros.
Entretanto, mais uma vez, o planeta foi tomado de muita crueldade, muito terrorismo e CRUCIFICARAM até aquEle que viria a ajudar na construção de um mundo melhor, mais coerente e conciso com valores que mais beneficiam do que prejudicam.
E...
Mais uma vez os olhos NEGROS tomaram conta das faces das pessoas. Ninguém enxergava ninguém na sua plenitude. Havia uma obscuridade que cegava os olhos alheios e ficava muito difícil saber a verdade ou se podiam confiar em alguém.
***
Hoje, a terra dos olhos transparentes não existe. Mas, algumas pessoas cultivam ainda a filosofia de vida dos habitantes daquela terra.
Ter olhos "negros" é a NORMALIDADE dos dias de hoje, o que era ANORMAL a muitos anos atrás.
Agora pense comigo:
O que é NORMAL hoje em dia é mesmo... NORMAL pra você?
Você não acha que as coisas estão invertidas, não?
Hoje comemoramos o NATAL. O NASCIMENTO DE JESUS.
Quando a notícia do NASCIMENTO foi dada houve uma TRANSFORMAÇÃO; uma chance das pessoas voltarem a ser VERDADEIRAS, TRANSPARENTES.
Com essa vida louca que todos nós levamos dificilmente paramos e pensamos na nossa qualidade de vida. Não me recordo agora se foi Dalai Lama ou Gandhi que disse que "nós vivemos o presente esperando o futuro. Resultado: nem vivemos o presente e nem o futuro."
Hoje, Deus nos concede o milagre da VIDA.
E nos concede todos os dias quando podemos trazê-lo para dentro da nossa vida, pra dentro da nossa casa, pra mexer todas as nossas estruturas e nos sarar de todas as nossas feridas. Apesar da paráfrase (feita do trecho da música de Régis Danese) esta é a verdade absoluta que o dia a dia e todos os seus recursos atrativos faz com que esqueçamos.
Que nesta noite de NATAL nossos corações se encham de esperança de um mundo melhor assim como ficaram os dos habitantes da TERRA DOS OLHOS TRANSPARENTES. E já que estamos falando em TRANSPARÊNCIA desejo que esse seja nosso lema de vida. Já basta de tantas mentiras, tantas maldades neste mundo doentio e carente de amor. Que nossas festas ultrapassem o Chester, a troca de presentes ou a cachaçada do fim de ano. Que nosso NATAL possa ser a entrada de JESUS nas nossas vidas e todos aqueles valores que fazem do ser humano alguém melhor. Que em nossas bocas SORRISOS sejam estampados, que nossas tatuagens possam ser a ALEGRIA de VIVER, que a VIDA seja vivida no hoje de forma plena...
QUE OS SEUS OLHOS POSSAM SER TRANSPARENTES!
Feliz Natal:)
Contos da sala de improvisar. By Tali Mota

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Querido diário I


Ainda não sei o que dizer nem como dizer.



Minha vida mudou de repente e tenho medo de nunca mais ser a mesma que outrora fora...


"Cada um de nós compõem a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz..."


Esta assertiva tem me feito pensar na responsabilidade que temos em cuidar da nossa própria vida e fazer dela um lugar comum a nós mesmos.

Tenho observado que muitos não têm feito de suas vidas o SEU lugar comum...

A vida passa e as pessoas não se dão conta de que são "donos" dela e que é preciso viver!

E essa busca desenfreada pela FELICIDADE acaba confundindo o que realmente é felicidade e o que são sombras de felicidade, miragem dela...

Há uma música que diz que "quem tem amor na vida, tem sorte... E na fraqueza sabe ser bem mais forte..." Não sei se acredito mais em toda essa coisa de AMOR, romance, final feliz.

O que eu tenho visto são pessoas à margem da sociedade, vivendo uma vida louca, indignamente, mendigando o pão ou separando brigas dentro de casa...

Ai, me pergunto: isso é vida?

E a resposta vem de imediato...

SIM!

Há vida mesmo na infelicidade dela.

E ai, eu penso: devo queixar-me da vida?

A verdade é que NÃO.

Deus tem sido muito amável e bom comigo. Mas, não sei explicar.. Algo me perturba, me deixa mal, me torna incovinientemente desconfortável e eu não consigo encontrar, finalmente, um motivo que justifique tudo isso.

Ando calada, pessoa de poucos amigos, que age de uma forma e pensa de outra. Isso é normal?

Mas, o que é normal hoje em dia?

Que tipo de valores, conceitos posso julgar como "normais"?

Os meus?

Não seria muita petulância minha julgar como correto apenas o que eu acho?

Mas, pra viver não deve prevalecer o que eu acho, uma vez que a vida é MINHA?

Mas, a vida é MINHA mesmo ou DEUS deu para que eu cuidasse?

E DEUS? Como será que Ele vê a minha geração? Como Deus me vê?


Eita!


Que pergunta crucial.


COMO DEUS ME VÊ?


Boa pergunta...


Farei a Ele.



Querido Diário I. By Tali Mota