
Ainda não sei o que dizer nem como dizer.
Minha vida mudou de repente e tenho medo de nunca mais ser a mesma que outrora fora...
"Cada um de nós compõem a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz..."
Esta assertiva tem me feito pensar na responsabilidade que temos em cuidar da nossa própria vida e fazer dela um lugar comum a nós mesmos.
Tenho observado que muitos não têm feito de suas vidas o SEU lugar comum...
A vida passa e as pessoas não se dão conta de que são "donos" dela e que é preciso viver!
E essa busca desenfreada pela FELICIDADE acaba confundindo o que realmente é felicidade e o que são sombras de felicidade, miragem dela...
Há uma música que diz que "quem tem amor na vida, tem sorte... E na fraqueza sabe ser bem mais forte..." Não sei se acredito mais em toda essa coisa de AMOR, romance, final feliz.
O que eu tenho visto são pessoas à margem da sociedade, vivendo uma vida louca, indignamente, mendigando o pão ou separando brigas dentro de casa...
Ai, me pergunto: isso é vida?
E a resposta vem de imediato...
SIM!
Há vida mesmo na infelicidade dela.
E ai, eu penso: devo queixar-me da vida?
A verdade é que NÃO.
Deus tem sido muito amável e bom comigo. Mas, não sei explicar.. Algo me perturba, me deixa mal, me torna incovinientemente desconfortável e eu não consigo encontrar, finalmente, um motivo que justifique tudo isso.
Ando calada, pessoa de poucos amigos, que age de uma forma e pensa de outra. Isso é normal?
Mas, o que é normal hoje em dia?
Que tipo de valores, conceitos posso julgar como "normais"?
Os meus?
Não seria muita petulância minha julgar como correto apenas o que eu acho?
Mas, pra viver não deve prevalecer o que eu acho, uma vez que a vida é MINHA?
Mas, a vida é MINHA mesmo ou DEUS deu para que eu cuidasse?
E DEUS? Como será que Ele vê a minha geração? Como Deus me vê?
Eita!
Que pergunta crucial.
COMO DEUS ME VÊ?
Boa pergunta...
Farei a Ele.
Querido Diário I. By Tali Mota