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terça-feira, 6 de outubro de 2009

DERICK: a diferença que fez a diferença na minha vida!

O ciclo natural da vida há muito tempo nos é sabido e torna-se, muitas vezes, até chata a velha repetição do "Nascer, crescer, reproduzir e morrer!"




Posta a irritação que o lema da vida nos provoca, cabe aqui um questionamento a fazer: será que a vida se resume em apenas "Nascer, crescer, reproduzir e morrer?" Será que somos tão mecânicos a ponto de apenas repetir as mesmas coisas... sempre? Então, para que finalidade estamos vivendo? Qual o sentido da vida?




Perdoem-me os filósofos mas acho que encontrei uma resposta. E ela me sobreveio a apenas algumas horas deste momento em que vos escrevo, trazendo-me sensação ímpar, coisa que nunca senti antes.




Foi a descoberta de um novo amor? Você pode pensar.


Não!


Não foi um beijo nem mesmo um abraço.


Foi um olhar!




Apontou o dedo pra mim e não sei como, mas senti o chão se abrindo e eu flutuei.


Voei!


Sem dúvida, voei!


Estive no céu por muitos instantes...


Céus de Outubro, de Novembro, de Dezembro...


Céus de Abril, Março e Fevereiro...


Céus de Recife, Alagoas, Minas Gerais, quase RIO DE JANEIRO!




Os céus se abriram diante de mim por causa daquele olhar que me diziam antes de qualquer coisa "Valeu a pena! Obrigado por tudo! Eu estou muito feliz..."




Hoje, descobri o sentido de viver e nada pôde desviar-me a atenção enquanto refletia sobre isto, nem mesmo Galileu Galilei.




Lembrei-me, então, do dia em que encostei pertinho dele e perguntei "Hey, Você está bem?" Ele, meio assim, morgadinho, desabafou suas angústias e já melhor me ouviu dizer "Olha, eu tenho um negócio bom pra você! Um concurso de redação muito massa. É sobre a astronomia. Jesus me disse isso hoje e eu pensei logo em você! Topas?" E ele, abriu aquele sorriso que eu amo e sem pestanejar retrucou "Oush! Massa! Quero sim! Como vai ser?"




Depois, lembrei-me de minhas aulas, dos puxavões de orelha que eu sempre dava na turma para que produzissem, nas gazeadas de reunião que ele sempre dava...




Dei de ré e lembrei-me das aulas de inglês que ele sempre fazia questão de quando terminar dizer "Foi muito massa a aula hoje, professora!"


Da risada que ele dava quando gesticulava o IN/ON/UNDER e BESIDE sempre que eu pedia...




Do jeito explosivo adolescente de ser, ora muito apaixonado ora muito na "fossa". Das conversas doidas de msn, do brega rápido que dançamos na minha festa de aniversário... Dos textos que eu pedia para que me deixasse publicar... Textos que me arrepiavam e sempre me deixavam pensando "Meu Deus, esse menino é um gênio!"




Lembrei-me, também, da parte humana que sempre fiz questão de trabalhar: a solidariedade, o carinho, a responsabilidade e principalmente a HUMILDADE "Seja humilde, pois sem humildade você não vai a lugar algum... E nunca diga às pessoas o quanto você é bom: elas ja veem isso!"


Da cumplicidade, da confiança que instauramos desde os primeiros momentos de contato... Da alegria do reencontro, dos amigos do morro que me fez adicionar no msn, das mentiras que me fez fazer pra limpar sua pele na diretoria... Da melhor nota de inglês da prova surpresa de todos os tempos: 1,5.


Do orgulho que sempre me deu, da reciprocidade nunca abalada, dos NxZeros da vida... Da fé que me fez ter num mundo melhor!




Ao apontar o dedo pra mim e me entregar o certificado de 1º lugar, apenas uma coisa não me saia da cabeça "Puts! Valeu a pena!"



Valeu a pena todas as madrugadas de preparação de aula...

Todos os estresses da não apresentação de seminários...

Das provas mal respondidas...

Valeu a pena a garganta seca...

A vontade de entregar os pontos...

De mandar todo mundo pra'quele lugar... BONITO!

Valeu a pena não ter desistido quando me disseram que o Aderbal não era a escola dos meus sonhos nem baixado a cabeça quando duvidaram da seriedade do meu trabalho...


É como eu sempre digo "Quando eu desistir de mundar o mundo... É porque o mundo me mudou!"


E toda esta história me fez descobrir a mim mesma.

Eu não sou única nem perfeita.

Mas, como ele mesmo disse parafraseando o texto que eu li no fim do ano passado "É nóis no 5% aê..."


Hoje eu descobri, de fato, que EU FAÇO A DIFERENÇA porque a vitória dele não se restringe a ele tampouco a mim. A vitória dele tem um dedinho - no bom sentido - de cada um daqueles que marcaram a sua existência.


Se você deu apoio à ele... A VITÓRIA TAMBÉM É SUA!

Se você o abraçou... A VITÓRIA TAMBÉM É SUA!

Se você brigou com ele... A VITÓRIA TAMBÉM É SUA!

Se você o beijou na boca... A VITÓRIA TAMBÉM É SUA!

Se você nem fala com ele... A VITÓRIA É SUA TAMBÉM!



Porque nós somos o resultado de tudo o que nos acontece e com ele não seria diferente.



Hoje, ele me provou que faz parte dos 5% e esta decisão foi dele! Não minha!

Hoje, ele deu o 1º lugar ao Aderbal no concurso de redação...

Hoje, ele me fez valer sua inteligentibilidade...

Hoje, ele me fez chorar, tremer, vibrar e até GRITARRRRR!!!

Hoje, ele me mostrou do quanto é capaz...

Me mostrou que eu também sou capaz de virar este mundo de ponta a cabeça e fazer a diferença!


Hoje...


Ele me provou que o amor que eu sinto pela 8ª A e pela educação como um todo é VERDADEIRO E ÚNICO!




E dizer que toda esta sensação foi-me dirigida apenas num único olhar!




É!

Agora acho que posso estufar o peito e dizer:


VALEU A PENA!


Ops!

Valeu está no passado, não é?


Então, acho que empreguei o verbo no tempo errado.


Não.


Não VALEU a pena.


Ainda VALE!



Afinal,



O Rio de Janeiro ainda nos espera...





À ele que mais do que campeão de um concurso de redação, foi o herói do meu dia, da minha carreira... Da minha história!


Um verdadeiro campeão da vida!



Sucesso!


E...



EU TE AMO!!!


(Fazer o quê, neh? Tuh sabe!!!)




Depoimentos que marcam a vida. By Tali Mota


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Duas cervejas, amassos e muito axé music

Ela já estava inquieta esperando a hora dele chegar...


Marcaram às 2h30 da madrugada, mas era de se esperar que ele se atrasasse um pouco. Todavia, ainda nem dera a hora dele chegar e ela já estava impaciente; olhava a todo momento para os ponteiros que regem a vida e seu corpo balançava de tal forma que segurou-se em si mesma e pensava que ficar fora de controle de nada adiantaria.


Vamos aos nomes. Nina e Luis Leco. Este, conhecido apenas por seu apelido LECO, não era convidado da festa, mas Nina, no íntimo, desejava que fosse... Era festa de sua prima Juliana de 15 anos. Nina acabara de completar 17 e sua mente, definitivamente não estava naquele ambiente.


2h30. Nada


2h57 chega Leco com um carrão na rua adjacente ao local onde estava acontecendo a festividade e diga-se de passagem... Que lugar!

Era numa casa de festa que apontava para o lindo oceano atlântico. Era primavera e as flores realçaram nos olhos de Nina ao ver o celular tocando. Estava apaixonada! Iria admitir naquela noite... Talvez o motivo de tanta ansiedade!

Sem pestanejar, mas ao mesmo tempo cautelosa, dirigiu-se ao bar e pegou duas cervejas bem geladinhas, daquelas que descem redondo; sem ser vista, tentou sair pelo portão que dá acesso à praia e de súbito, percebeu que enfim estava chegando o grande momento...


- Vem pela praia. Estou indo em direção à praça do Sol... Vem nesta direção!!!


E enquanto a temperatura da cerveja na lata se misturava com a do ambiente, ela retorcia os lábios, ajeitava os cabelos que lutavam ardentemente contra os ventos da maresia e de uma noite que ela julgava tão especial e enfim, pôde perceber lá longe uma sombra...


- É ele!


Notaram-se na escuridão dos céus de Recife.


Louca e ardendo em paixão, Nina corre na direção dos braços fortes de Leco e como num filme desses de romance, os dois se abraçam, se beijam e se amam nas "águas infindas, onde se plantando, tudo dá..." de meu querido amigo Pero Vaz de Caminha.


- Eu estou completamente apaixonada por você!

- Sério? Diz de um jeito pouco hospitaleiro.

- Anham.


A festa ainda continuava rolando, mas ninguém havia ainda dado a falta de Nina. De onde estavam dava pra escutar as músicas que animavam a festa...


- "... Seu amor é a minha cura, é doce paixão... Ninguém segura!!! Eu amo essa música! Ah! É a nossa cara!


E quando a música recomeçou ela foi no embalo...


[Caro Leitor, o texto se dará na sua completude se você também começar a escutar a música agora...Portanto,acesse: http://www.kboing.com.br/script/radioonline/busca_artista.php?artista=babadonovo&cat=music e escolha a música DOCE PAIXÃO!!! Escolha abrir em uma nova janela.]


"Toda vez que eu te vejo
O meu coração dispara
Perco a fala quando você está perto.
Se você me pede um beijo
Fico louca de desejo
Eu viajo ao paraíso
Vou de carona na luz dos teus olhos
Te quero tanto
A verdade é que...
Toda vez que eu te vejo
O meu coração dispara
Perco a fala quando você está perto.
Se você me pede um beijo
Fico louca de desejo
Eu viajo ao paraíso
Vou de carona na luz dos teus olhos
Te quero tanto
A verdade é que...
Seu amor, é a minha cura
É doce paixão
Ninguém segura
OÔo ooooooooo...."



- Olha. Eu acho que é melhor você voltar... Vão sentir logo a sua falta!!!


- Oush! Vão nada! Eles estão distraídos... Cuidei para que ninguém me notasse e também...


- Sabe o que é? Não posso mais mentir pra você...


- Porr... Lá vem merda! Pensou quase que em voz alta.


- Eu tô namorando.


SILÊNCIO!!!


- Na verdade, eu ia te contar mas é que...


Ela nada pronunciou.


- ... que não tava tendo coragem e também tava gostando de ficar com você...


- Não acredito que vocês voltaram!!!


- Desculpe! Acho melhor você voltar.


E desenlaçou os cabelos escuros e longos de Nina de seus braços. Deu de ombros e tomou o resto da cerveja.


Nina não acreditava no que estava acabando de acontecer. Não podia ser real!


E caminhando lentamente, voltou à festa. Pegou uma dose de Uísque e bebeu todo de uma vez que era pra anestesiar sua dor precária e sentimentalista de um ser, que aos poucos notara, era desprezível.


E não pôde se conter ao que seus olhos acabavam de registrar: era ele! De fato, não era mais pressentimento e, isto, Nina constatava a cada passo que Leco dava no salão.


- Feliz aniversário, minha princesa!


Os olhos de Nina cegaram e nunca mais esqueceu da sua primeira noite de amor...


De sua primeira vez!!!



Mas, ficou a lição: nem sempre os convidados são os mais importantes numa festa. Duas latas de cervejas não embriagam, Claudia Leitte não é trilha sonora de amor, a paixão só deixa as pessoas mais vulneráveis a atender aos instintos animalescos de outrem e, deveras, fazer amor com camisinha evita a gravidez...



Minhas e Outras histórias. By Tali Mota

sábado, 8 de agosto de 2009

Agiste certo sem querer... Foi só o tempo que errou!!!

Um dia desses eu era uma criança.


Ainda guardo as recordações da vida infantil como se fossem as jóias mais raras deste mundo. E decerto,pra mim são!


Das coisas infantis lembro-me com muita alegria dos preparativos da escola para o dia dos pais; faziamos sempre gravatinha com o nome do papai, desenhos que revelavam o que o nosso pai era pra nós naquele momento e pra mim, em especial e o que eu mais gostava, eram as cartinhas que produzíamos com dizeres simples mas puros, encharcados de inocência e amor inerente à relação traçada entre pais e filhos da minha geração. Pelo menos era assim na minha escola.




Ah!


E quando chegava o dia dos pais?


Quando chegava o dia dos pais era o melhor dia!


Meu pai pegava no presente com gosto, como se fosse a coisa mais preciosa que já tinha tido a oportunidade de tocar... E o que era o presente? As gravatinhas com o nome dele e com a frase universal "EU TE AMO!!!"...


Uma coisa de que nunca esquecerei é que, como era muito criança e minha mãe nunca comprava presentes mesmo pra ele, a cartinha que ele abria e lia com tanto carinho continha uma justificativa muito plausível e irrefutável. Era mais ou menos assim:


"...Painho, como não tive dinheiro pra comprar seu presente fiz esta cartinha... Espero que o sr. goste!"


E no ano seguinte:


"... Painho, mais uma vez não tive como comprar seu presente, mas fiz esta cartinha com muito AMOR. Espero que o sr. goste e entenda!"


ELE SEMPRE ENTENDIA!


E assim, os anos foram passando...


Meu pai se mostrava herói, forte, sempre honesto, alguém que me amava mais do que tudo e que estava sempre disposto a cuidar de mim e das minhas irmãs. Ele erguia com orgulho o troféu de "SER SEMPRE UM PAI PRESENTE!" e cada vez mais eu me sentia honrada por ter nascido filha de um homem tão importante e tão presente. E olhe que o mundo é muito grande!


Com ele aprendi a falar aos 8 anos de idade "What's your name?", "My name's Natali". Aprendi a gostar de Legião Urbana, de refletir sobre a vida e seus mistérios, aprendi a gostar das letras... Aprendi a ser organizada, a torcer pelo melhor time de Pernambuco (O NÁUTICO!!!), a ter ambição e vontade de crescer na vida. Aprendi a contar piadas, pelo menos as dele eu sabia de cor. Por ele conheci "Pão de Bico" e as histórias da gente sofrida que como ele queria traçar um rumo melhor para o futuro.


Meu pai deu-me tudo o que não teve!


E ele, por todo este tempo, garantiu a vaga de TITULAR na minha vida...


Mas, como eu havia falado...


O tempo foi passando...


Tornei-me adulta.


E mesmo vivendo face ao terror que nos rodeia diariamente sabia que se eu precisasse de alguma coisa, de alguém, ali estava o meu PAI pronto a meu ajudar.


Só que eu comecei a ver que ele não era tão perfeito e isso já contava algum tempo...


Mesmo assim, quando algo me deixava triste eu superava porque sabia que sua intenção era sempre a melhor e ele só queria me fazer bem.


"Eu só quero te proteger!!!". Era o que ele sempre me dizia quando me proibia de alguma coisa ou reclamava quando achava que eu fazia algo errado...






Ontem ele foi embora e só um pensamento não me saia da cabeça:


ELE SÓ QUERIA ME PROTEGER!




Ainda passo noites pensando no que esta assertiva tem de verdadeira e de suas consequências...


Na verdade, eu sinto a falta dele!


Só queria que ele partilhasse mais da minha vida... Fizesse jus ao SER PRESENTE de fato e de direito.


Sinto falta das noites de gargalhadas onde eu tinha orgulho de esbanjar o pai legal e lindo que ele era...


Dos filmes que assistíamos, dos conselhos ao pé da porta da casa da minha avó, das manhãs no Sesc e no almoço dividido...


Das conversas da madrugada, da sua barriga que descobri ser o melhor travesseiro deste mundo e até dos carinhos que deixavam minha pele irritada no outro dia...


Eu só queria meu PAI de volta!


Só isso!




***




Painho:




Só tentei este tempo todo ser uma boa filha. Alguém em que você pudesse confiar e ter orgulho.


Alguém que merecesse o seu respeito e fé de que o mundo poderia ser melhor.


Te poupei de sofrimentos, mesmo mentindo!


Nunca tive má intenção.


Estive com o sr. nos piores momentos da sua vida e vi o sr. chorar e a única coisa que eu pensava é que um dia queria te dar mais alegrias do que a tristeza daquele momento.


Uma vez eu fui na loja que o sr. trabalha...


O sr. sempre atento e correndo para garantir o pão de cada dia. A gente se falou e eu fui embora pra faculdade; enquanto eu ia pela rua pensava que um dia ia te levar pra Disney e te proporcionar todo o conforto que eu pudesse dar... "Mas, pra isso eu tenho que estudar muito..." Era o que eu pensava enquanto andava e lágrimas corriam pelos meus olhos, como agora.


Desculpe se não sou uma boa filha, se tenho te decepcionado.


Desculpe por ter CRESCIDO!


Não queria causar tanto sofrimento...




Só queria dizer que o sr. tem me ensinado a ser alguém mais forte, capaz de superar todas as adversidades desta vida; que me esforço pra ser uma boa aluna só pra ouvir o sr. dizer "Essa é Natali de Paula" e que, apesar de eu não concordar com muitas de suas posturas, te respeito e zelei todo este tempo por nossa relação conseguir perdurar um EU TE AMO e um beijo no rosto, o melhor de todos os beijos...




Tanta coisa eu queria dizer...


Mas,


acho que esta frase pode resumir:




EU TE AMO É POUCO PRA QUEM ME INSPIRA A VIDA!!!!




Entre nós não houve culpados.




O sr. agiu certo sem querer...


Foi só o tempo que errou!!!




FELIZ DIA DOS PAIS!!!



FELIZ DIA DOS PAIS!!!



FELIZ DIA DOS PAIS!!!






O sr. é ainda o meu HERÓI!!!





Será pra sempre...

Natali de Paula.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Encontro com quem só me quer bem...

Marcada a hora e eu só pensava em como ia ser meu desempenho, afinal não é qualquer dia que uma mulher linda pode deitar na sua cama.
Ela deu um toque e eu fui buscá-la.
Apressei os passos e quando dei por mim, presenciava uma das coisas mais lindas da minha vida: uma mulher de vestido preto, apertadinho, não ousada, com os cabelos levemente soltos, com olhos de jabuticaba e com feições que me lembraram a Monalisa... misteriosa.
Era linda.
Definitivamente era linda!
Deu um sorriso e tive de me segurar diante de tanta beleza.
Cumprimentos e levei-a na minha casa.
Claro!
Estava tudo muito organizado, principalmente a cama. Quer dizer, só a cama.
Ela entrou e tome a conversar...
Mostrei a ela a minha educação 5 estrelas.
- Quer alguma coisa?
- Não. Obrigada.
-Olha, não repara a bagunça aew... e fique à vontade! A casa é sua!
Literalmente era dela. Ôh!!!
Falamos sobre livros, viagens, filmes, jogos, esportes, política e tudo o mais que um jornal possui. Era incrivelmente inteligente e isso me despertava outras coisas...
-Inteligência é um Afrodisíaco! Esse sempre foi meu lema.
E é mesmo!
Nunca conheci uma mulher tão interessante como ela e em todos os aspectos.
Era loirinha, tava começando seu curso de psicologia e sabia de mais coisas que Einstein, um dos poucos que usou o máximo de cérebro que pôde: 10%.
Ela devia usar bem uns 25% ou mais.
Fiquei muito impressionado como uma mulher de apenas 23 anos sabia tanta coisa e argumentava tão bem a ponto de convencer o papa de que Buda era Deus.
Tentei ,então, dissertar todos os pormenores que a mim restaram e ela se revelou interessada e divertida.
Passados incontáveis minutos, convidei-a ao meu quarto. Disse que tinha algo lá que ela ia gostar... Ela nem piscou e foi comigo. Enquanto isso eu pensava no tal "algo", que nada mais era do que uma desculpa para fazê-la estar mais perto de mim...
Improvisei alguma coisa, tipo: um livro de Dostoievski...
- Você já leu?
- Claro! Fala sobre um estudante que se envolve em um crime por uma recompensa ridícula e acaba no universo psicológico do submundo russo. Vivendo em um quarto alugado e cercado por pessoas desprezíveis... Quem mais o incomoda é a sua própria consciência. Crime e castigo. Adorei!
PACARALHU!
Ela sabia de tudo!!!
Eu nem imaginava que era isso tudo. Tava jogado lá em casa a anos...
Fiz um esforço sobrenatural e voltei-me ao meu estado de concentração e de que tudo aquilo me era muito natural e sabido. Em seguida, fiz valer meus preciosos dons de músico e toquei pra ela músicas românticas, próprias para um momento tão singular, como era aquele.
Músicas e mais músicas...
Cheguei, então em uma que nem gostava muito, mas de tanto minha irmã escutar, pensei que talvez fosse uma boa para aquela ocasião. A música era "TA FALTANDO BEIJO" de Banda Eva.
Num movimento contínuo, eis que ela foi se aproximando como que algo importante fosse dizer.
Esperei e ela falou:
- Linda música! Me lembra você...
(Continua)
Heitor Heller