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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Todo homem deve ler isso...

"A vida... Ah, a vida! A vida é uma caixinha de surpresas!" Já dizia o homem que narra a história do incrivel Joseph Climber (Aliás, eu recomendo que todos assistam... Excelente humor e peça teatral!). A vida tem me ensinado tanta coisa... E a vida realmente nos prega peças e nos faz aprender sempre algo novo na medida em que o tempo passa.

O fato que vos conto agora é fruto de muita admiração, contentamento e desejo de minhas amigas que acreditam que todo homem deveria ler este texto, que na verdade é uma cartinha de um aluno meu (da antiga 6ª série, agora 7º ano) destinado à sua enamorada (pra ser sincera, me parece que a garota não sabe que o garoto nutre um sentimento de paixão por ela)...

Enfim...

A sutileza, as palavras singelas e tão verdadeiras provocaram em nós, mulheres sempre esperançosas que somos, uma "pontinha" de sentimento que insiste em nos dizer que tudo ainda pode mudar! Ainda existem homens que sabem tratar uma mulher da forma que esta merece...

Abaixo a cartinha...

Leiam, homens!

Melhor:

SIGAM O EXEMPLO!



"Eu estava pensando no dia em que a gente se conheceu. Eu não me lembro muito bem mas, eu acho que estávamos no horário recreativo e eu estava com uma calça jeans horrível; eu era da 5ª série... Me dá vontade de rir daquela roupa que eu usava... Êpa! Eu ainda uso! Ai... Pra quê que fui escrever isso? Voltemos a descrição daquele momento mágico.


Ah! E você estava linda! Como é que se chama mesmo? É corçário. É isso mesmo! É, eu acho que é! Ainda não usavas maquiagem e estavas com uma blusa rosa por baixo da farda. Na época eu te comparei a uma tulipa (simples, mas encantadora), porém você foi mudando...Então passei a comparar você com uma margarida! Você passou a usar um tipo de maquiagem leve, por isso te comparei a uma margarida (exuberantemente bonita, mas sem se mostrar muito).


Mas, depois você mudou mais ainda, digamos, assim, extravagante, passou a usar uma maquiagem mais escura, passou a usar roupas mais apertadas e curtas, por isto passei a te comparar com uma rosa (exuberantemente linda e agora, mostrando-se completamente).


Você deve estar se perguntando por que eu estou escrevendo isto. Vou te responder: EU ESTOU APAIXONADO POR VOCÊ! E só vim dizer isto agora porque tinha medo antes.


Pode me chamar de covarde ou de frouxo, se quiser! Mas, eu não vou ligar porque passei 1ano, 3 meses e 14 dias pra conseguir te dizer...


Beijos,.............. de quem te ama, Ezequiel.



OBS: Por favor, manda uma carta de volta... Eu não aguento a ansiedade!"




AGORA A CARTA COMENTADA (sob a visão de uma mulher)




"Eu estava pensando no dia em que a gente se conheceu. (Ele pensa nela.!!! Ele não reserva um tempo pra ela...ele pensa nele o tempo todo!) Eu não me lembro muito bem (revela que todo homem não tem uma mente muito boa... Viva a superioridade feminina!!!) mas, eu acho que estávamos no horário recreativo e eu estava com uma calça jeans horrível (homem que sabe reconhecer os defeitos! Ainda existe?!?!?); eu era da 5ª série... Me dá vontade de rir daquela roupa que eu usava... Êpa! Eu ainda uso! (Homens nunca mudam...Ta vendo?) Ai... Pra quê que fui escrever isso? (Recordou-me Machado de Assis... Metalinguagem???) Voltemos a descrição daquele momento mágico.
Ah! E você estava linda! (Acho que ele falava de mim...mas, tudo bem! hsaushaus) Como é que se chama mesmo? É corçário. (Sabe a nomenclatura da moda feminina....Raro. Muito raro!) É isso mesmo! É, eu acho que é! Ainda não usavas maquiagem e estavas com uma blusa rosa por baixo da farda. (Homem que repara na roupa da mulher? Incrivel! E na maquiagem? Batam palmas para esse menino!!!) Na época eu te comparei a uma tulipa (Veja a delicadeza com que esta criatura compara o ser mais esplêndido da terra: a uma tulipa...) (simples, mas encantadora), porém você foi mudando (Ele nota diferenças...É observador!)...Então passei a comparar você com uma margarida! (Apesar da mudança, continua gentil e carinhoso!) Você passou a usar um tipo de maquiagem leve, por isso te comparei a uma margarida (exuberantemente bonita, mas sem se mostrar muito). (Reparem o nivel de envolvimento sentimental que este garoto mantém com a sua amada...Ele lembra que a maquiagem mudou, ou seja, ele olha pra ela... Ele sabe que mulher não é só bunda nem silicone! Olha a expressão facial dela que, ao seu ver, muda de configuração quando esta troca de maquiagem... Lindo isso!)
Mas, depois você mudou mais ainda, (A observação dura já algum tempo, ou seja, ele não desiste fácil dela nem espera apenas tirar o seu "BV", que na língua dos adultos quer dizer outra coisa...) digamos, assim, extravagante, passou a usar uma maquiagem mais escura, passou a usar roupas mais apertadas e curtas, (Apesar das roupas "apertadas e curtas" que para um homem normal (safado!) seria algo completamente inaceitavel... Para o garoto, ela ainda representa a beleza... A coisa mais linda que existe!!!) por isto passei a te comparar com uma rosa (exuberantemente linda e agora, mostrando-se completamente). (Extraordinária comparação!!!)
Você deve estar se perguntando por que eu estou escrevendo isto. Vou te responder: EU ESTOU APAIXONADO POR VOCÊ! (Ele confessa! Está seguro do que sente... Não fica tratando o relacionamento como um BBB, que é um jogo com intuito de ganhar um "prêmio"). E só vim dizer isto agora porque tinha medo antes. (Reconhece as fraquezas de um homem que é... Coitado! Que alma pura!!!)
Pode me chamar de covarde ou de frouxo, se quiser! Mas, eu não vou ligar (Não se importa com que ela ou pessoas possam falar porque, pra ele, só ela e esse sentimento têm valor... Eles são os mais importantes! Nunca um jogo de futebol! Nunca uma saída com os amigos...) passei 1ano, 3 meses e 14 dias pra conseguir te dizer... (Confirmou que quem ama... ESPERA!!!)
Beijos,.............. de quem te ama (AMOR?????? Ele disse que a ama e nem precisou levá-la cama pra constatar isso!), Ezequiel.

OBS: Por favor, manda uma carta de volta... Eu não aguento a ansiedade!" (A ansiedade o toma por inteiro... Ele espera a resposta e não vai ficar com as outras por enquanto...)



OOps...


A forma como este garoto explanou suas emoções comovem qualquer garota... A gentileza de suas palavras e a forma como vive/convive com este sentimento deve inspirar a todos nós, homens ou mulheres...


Ainda há tempo de você reconhecer seus erros e dizer EU TE AMO pra quem você ama!


Ainda podes dizer que fulana de tal é importante pra você e que você não aguenta estar longe dela...


Não jogue com os sentimentos de ninguém... Apenas reviva sua juventude quando tudo era mais fácil dizer e fazer...


Carpe Dien!


Aproveite o dia!


Faça como Ezequiel...


Não perca mais tempo!!!


Só espero que ele não se deixe levar pela covardia e insensibilidade inerente ao homem na fase adulta...


Seria uma pena!!!


E vamos torcer pra que esta história tenha um final feliz...


Ele ainda vai entregar a carta...


[Crônicas Impensadas. By Tali Mota]



sábado, 18 de abril de 2009

135

135.
Número que abre muitas portas... Número que fecha também.
Ali tinha ficado o seu cheiro, o seu suor, a presença marcante dos seus passos em direção a ...
Tinha ficado seu sorriso, sua performance, seu desequilibrio... Minha loucura!
Bateu a porta e mais outra. Ainda não consegui decodificar o que se passou em curtos instantes na minha mente atordoada por beijos e súplicas enquanto saia daquele lugar.
"Aurora da minha vida que os anos não trazem mais..."


- Os anos não trarão mais! Pensava convicta de uma certeza duvidosa.

- Você prefere que eu a leve pra jantar ou pra dançar?

- O quê?

- Você prefere que eu a leve pro Ibura ou pra Caxangá?

- Ah...!
Dizem que nossa mente se prepara pro que se deseja ouvir...

- Que idiota eu sou! Esbravejava para si mesma.

- E ai?

- Caxangá mesmo. Acho que minha costureira não está em casa!!!


Gargalharam juntos.


- Tudo bem. Mas, antes vou no posto botar gasolina no carro. Você se importa?

- Imagine!


A esta altura estava congelada com o que eu tinha acabado de fazer. Aliás, congelada é pouco! Pensava nos motivos, nos argumentos... Então, pensava nos beijos, nas juras ao "pé do ouvido", nas mordidas...
Pensava principalmente no 135. Tinha ficado ali. Tudo estava ali!
Parou o carro e foi comprar um coke ...

- Volto logo. Você quer alguma coisa?

- Não. Obrigada.

- Vê se sobrevive ai sem mim...

E deu as costas num sarcasmo que me deixou completamente desarmada.

Fitei-o.

Fitei-o dentro e fora de mim.

- Aquilo tudo não aconteceria por acaso. Gritava-me a afirmativa no peito.

E tudo: a frase que me desarticulou, a caminhada até a conveniência, a noite sem estrelas que o permeava a face, os gestos, a forma como conduziu a lata de coke nas mãos, a atenção segura dada às pessoas do estabelecimento, as chaves de volta às mãos, o "Muito obrigado!", que revelava-me suas boas maneiras e me fazia enxergá-lo como um gentleman, a lua que enfeitiça-me ao olhar-lhe nos olhos... agora me fazia pensar não nos motivos, no fato que causou tamanho "desarrume", mas naqueles que me fariam sair daquele carro e desistir daquela noite.


- E ai? Sobreviveu?

Ria de um jeito tão particular que me confundia os sentidos.

Abri um sorriso e minha alma tocou na dele.

- Ainda acho que consigo...
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- Resultado: passei toda a minha vida amando este homem!

- Poxa...! E o fim da história? O que aconteceu depois disto? Vocês casaram?


Neste momento o motorista aparece e pergunta se ela estava pronta.


- Sim. Respondeu ligeiramente.


- Ah não! Vó... Me conta! Me conta!

- Quem sabe um dia?

- Poxa... Por favor!

- Oh, menina... Deixa disso! Um dia eu conto!


E quando ia atravessando a porta, ainda pôde ouvir sua neta indagar:

- Pelo menos diga se a senhora conseguiu sobreviver sem ele...


Olhou o motorista.
Um senhor de uns 67 anos e de esperanças quase falidas, marcado pelos anos de trabalho, pelas armaguras da vida e pelo desprezo do abandono (talvez!)...


E, carregando todo o fôlego imaginável (e cabível de emoção), sussurrou numa voz doce de senhora:

- Acho que ainda consigo...



[Contos da sala de improvisar. By Tali Mota.]
Obs: As partes destacadas de preto são marcações do narrador.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Big Brother: febre nacional?

16 pessoas em busca de fama, propostas para posar nu e um prêmio de um milhão de reais que nunca vem inteiro, sempre com "descontos". Eu ainda não consigo entender como essas pessoas e milhares de outras tentam entrar nessa porcaria de programa televisivo.
Isso sim, é uma febre nacional...
Mas, pense comigo: tanta gente se inscreve... a custo de quê?
Simplesmente por pura insanidade!
Pessoas sem perspectiva de vida, atrás do nada, do vazio, do que quase não existe...Uma artéria da globo que só quer ibope.
Você já prestou atenção nos participantes? Mulheres "gostosas" e homens "sarados" que se entregam a um contrato fazendo de tudo para chamar a atenção!
Mas, tem até um lado bom nisso: eles nos fazem rir. Quem se na se lembra de Solange do BBB4? Tentando cantar "U.S.A for África"... Eu tinha uns 7 anos mas morria de rir! Quem se lembra do Bambam, que chorou quando esconderam sua adorável boneca de lata? O triângulo amoroso entre Alemão, Siri e Fani? E, agora, nessa edição, Ana e Francine estão dando um show em Língua Portuguesa...
Se fosse por mim, sumiria com esse programa porque ele nos faz discutir, pensar e até escrever textos como esse...
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[Essa pequena crônica foi produzida por Derick Medeiros com objetivo de fazer refletir sobre o impacto que os realitys shows causam na vida nos telespectadores, em geral. O texto também tinha como proposta uma reflexão intertextual a partir da crônica de Marcelo Coelho, entitulada "Reality show". Este aluno faz parte do 9ºano/ensino fundamental II (o que equivale à antiga 8ª série) e da minha vida, como sua professora.]

segunda-feira, 30 de março de 2009

"A amizade é como uma fruta: se você BULIR nela, ela cai!"


Nunca gostei muito de biologia. Era uma matéria chata que envolvia muita nomenclatura; era um nome pra um cachorro, pra um tipo de borboleta, outro para uma espécie de papagaio...Vixe! Tanta coisa que eu nem lembro mais, o que confirma o meu total desinteresse por essas coisas. Mas, eis que algo me ocorreu por esses dias: a lembrança de uma historinha que ouvi quando ainda era uma pequena criança, de calças folgadas e cabelos despenteados, porém que nunca mais saiu dos meus pensamentos: era a historia de três amigos. Seus nomes? Epiraldo, Mesoli e Endostavo. Três vidas que o destino jamais ousaria separar.Pois é! Esses três se conheceram ainda crianças (caminhando para a adolescência, para ser mais exata!); é verdade que, no inicio, não morriam de amores uns pelos outros, mas o tempo (Ah! O tempo) os mostrou o contrário e logo se tornaram amigos inseparáveis a ponto de entregarem a vida pelo seu semelhante.Cresceram juntos e com eles o amor enraizado, firme, nunca na tangente, sempre na perpendicular; um amor assim como nunca houvera antes na terra. Coisa que nem filme explica.Amaram-se durante anos e, com isso, a intimidade começou a ser uma constante. Trocavam confidências, segredos que até hoje continuam segredos (o que nos dias de hoje não acontece!), choros, amarguras e até incertezas de um futuro que é incerto. Os dilemas juvenis, em toda a sua plenitude, tenha certeza, foram vivenciados assim como todos os meios implusivos também. Epi, Mes e End cresciam em meio a imensas alegrias, experiências únicas, gargalhadas, brincadeirass, etc. Todavia, o mundo pra eles não eram só flores. Eram pobres, sabiam todo o peso que isto representava na vida deles. Trabalhavam sempre, seja em casa, em firmas, dentro de supermercados ou provando o doce sabor de um picolé. Ativos eram os seus nomes de ordem e a ordem era a última coisa na vida deles.Vamos aos personagens.Epiraldo. O mais forte de todos. Chamavam-no de "casca". Era o mais "cabeça dura", sempre em alerta e apesar de não ser o mais velho entre os tais, assim se sentia. Achava-se o mais responsável, adorava uma boa briga se fosse por uma boa causa. Dificil era vê-lo triste... Gargalhada era o seu lema. No ramo afetivo, Epi dizia-se descrente no amor, "pegava geral" e gostava de contar aos amigos as suas façanhas amorosas sempre relevando os aspectos mais baixos daquelas. Vivia na superficie no que diz respeito ao modo de combate, pois sempre estava na frente dos amigos para defende-los porém se mantinha interiorizado naqueles em que tanto empenhava carinho, respeito e amor. Era o mais inteligente entre os seus amigos, porém sempre conservava-se humilde. Endostavo era o típico "amigo de fé, irmão camarada!"; era também o mais delicado, alma de mãe, ou seja, sempre cabe mais um no seu coração. Adorava fazer amizades e de "tirar onda" com a cara dos outros. Poeta de 1º grau, excelentíssimo em contornar as palavras ao seu modo poético. Dizia que sua amada um dia iria chegar, por isso não se apressava em namorar. Jogador de futebol? Atrevera-se certas vezes... queria ser o goleiro. Acho que é porque gostava de levar gols. Era muito esperto, não gostava muito de estudar, apesar de pegar as informações no "ar" o que o deixava na frente de Epi e Mes no quesito "esperteza". Adorava dar seus conselhos, mais do que sabidos e escutava como ninguém as lamúrias humanas dos seus amigos. Bom filho, bom tio, bom neto... Bótimo amigo!Mesoli era a única menina (na verdade, havia uma outra (mas essa eu conto em outro momento)) no meio dois dois belos rapazes. Era... Não sei muito falar sobre ela. Essa parte da história eu não me recordo direito... Bem, me parece que ela era legal, comunicativa, não gostava muito de reservar as mágoas que tinha, o que a fazia "extravasar" totalmente e... Não lembro, mas quando relembrar eu conto, juro!
O que aconteceu com eles?Você deve estar se perguntando agora.É que o destino os conduziu por caminhos opostos. Eles cresceram!Sofriam muito com isso mas sabiam que um dia isso iria ter que acontecer: virar adultos. Não tardou que se "esquecessem" uns dos outros. Telefonemas se tornavam cada vez mais raros, as lembranças ficavam apenas na lembrança e os dias se passavam cada vez mais rápidos com que na velocidade da luz. E por falar em luz...Esta um dia lutou em acender.O destino quis enfim ajudar e por acasos da vida, Epi, Mes e End se reencontraram.As árvores puderam testemunhar o amor ainda em ascensão, os becos da vida recordaram o que a alma não cansa em alarmar. Enfim sós: E.M.E. Três vidas, três corações e uma aventura.Beijinhos são só beijinhos, mas os abraços não são só abraços. Eles dizem mais.
As conversas foram postas em dia, as fotos puderam registrar os acontecimentos, mas só eles puderam saber, de fato, o que este reencontro representou.
Pra mim, não ficou muito clara a percepção de que a historinha que a tia nos contava se referia à estrutura dos frutos, de acordo com a botânica, mais um ramo chato da biologia. Uma coisa, contudo, ficou muito evidente na minha mente infanto-juvenil de calças de palhaço. E essa era apenas uma: que a função principal dos frutos eram proteger as sementes em desenvolvimento. Naquele momento pude entender que a semente era a AMIZADE.
As caracteristicas daqueles amigos me fizeram entender que todas corroboraram para um único propósito: proteger uns aos outros. E foi justamente essa proteção, esse amor que os uniu depois de tanto tempo.
Hoje, ao voltar para casa, ouvi um ilustre sr. dizer "A amizade é como uma fruta. Se você bulir nela, ela cai.
Pensei:
- É verdade!
Não se pode tocar num fruto, neste caso, numa fruta, de forma tão desprendida, desarticulada, porque elas protegem uma semente, uma dádiva maior de DEUS.
Pensei também que estes amigos por muitos anos e, pra falar a verdade, até hoje, foram e são os grandes moldes inspiradores da minha vida. Foram e são, de fato, meus grandes heróis.
Eles protegeram o que de mais tenho de valor: o meu eu.
Sou grata à minha tia da escola. E mais ainda aos meus amigos-frutos.
Pensei:
Eu bem podia ser a Mes...

quinta-feira, 19 de março de 2009

"Há tantas violetas velhas sem um colibri..."

Escutai-vos amigos o que vos digo:
é que a noite vai chegando...
Na verdade, caindo. Já molhei a testa de suor, verbalizei minha intelectualidade, exerci meu espírito de equipe, meu espiríto de coletividade. Mas, sinto que algo falta!
Talvez o encontro?
De almas.
"Detesto a superficialidade. Há pessoas que vão à superfície para obter oxigênio. Prefiro usar mecanismos e respirar no fundo da vida".
Sem dúvida, admira-me. Encanta-me. Enternece-me.
É um mortal.
Apenas um mortal que me inspira a ser quem realmente sou, que diz:
-Repense.
-E por quê?
- Porque amo você!
Um mortal que me ama, que me aceita, que me defende contra os predadores da vida e com a mesma força da luta, involuntariamente, abre as portas da minha felicidade: o seu sorriso.
Concordo com minha amiga Clarice Lispector quando afirma que somos apenas números; você, por exemplo é meu número 1.
Tah...
Talvez o 2, mas não mais que 3.
Penso que Freud pode explicar tudo isso. "Seus vinte anos de boy that's over baby"... E os meus?
Mas não vou gozar de nós apenas uma lingerie! Fique tranquilo!
Nossos laços são de família. Mas não a de Manoel Carlos!
Não há Leblon, não há traição. Não há problemática.
Nossos laços são eternos. O êxtase é total e amor/desejo formam o casal mais concomitante que pudemos re-criar em toda a história da humanidade..
Só queria que ele soubesse que eu também protesto a sua felicidade e que desejo que seus dias sejam, todos, "de luz e sedução; que sejam poemas divinos cheios de esplendor".
O sorriso dele prende, inebria, entontence, é verdade!
E já que não posso tê-lo eu fico só observando e imaginando...
"Eu fico imaginando"...
Ainda gostaria de dizer que apenas fazer parte do seu viver já me torna um alguém de valor e impulsiva ou não, o fato é que não consigo viver sem sua oratória virtual. Não sei estar sem a sua magnânima companhia, sem a sua maestria que antes de mais nada se dá no caráter.
Caros amigos:
Despi-me!
Despi-me de mim e o farei quantas vezes necessário.
Eh...
"Realmente viver ultrapassa todo o entendimento"... E hoje, ao constatar este fato me deparei com a verdade:
Nós já temos uma história!
O título?
"A hora da estrela".
Entretanto, diferentemente de Macabéia, a minha hora de estrela se deu a partir do momento que conheci alguém tão vital e singular como você!
Bem...
Apenas isso?
Que seja!
Afinal, "há tantas violetas velhas sem um colibri"...
:*
[Crônicas Impensadas. By Tali Mota]

terça-feira, 17 de março de 2009

Por que escrever?

Pergunto-me todos os dias o porque de escrever? O que leva uma pessoa a reservar horas do seu dia para se dedicar ao ato da escrita, transformar pensamentos em palavras, traduzir o que a mente pensa, o coracao sente, e o que o corpo deseja em: PALAVRAS.

Um texto a alguns requer muita atencao, a outros é coisa simples, apenas ater uma caneta na mao e papel em mesa. Para mim, escrever um bom texto, independente do que seja é uma arte.

Tao importante quanto fazer música, cinema ou teatro.

Escrever bem é simplesmente algo que nao faco tao bem quanto minha irma, que vai postar sempre que puder neste humilde blog!

Entao, enjoy it!
E se delicie com ideias inteligentes a serem disutidas neste blog!
Abraco
Laís.